quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Filosofia de buteco

Ola querido(s) leitor(es) do PNL!
Após longa ausencia volto a cá pra com algumas mal traçadas linhas.

Não quero repetir aquele discurso saudosista, irritante e que nos faz parecer velhos e nostalgico  do tipo:
"Na minha época era melhor" ou então "Hoje em dia não se faz mais coisa que presta e não saberiam reconhecer nem que caísse no seu colo!".

Mas sempre de vez em quando é isso que me vem à cabeça. Seja quando passo por uma Quest digna de uma epopeia grega  para achar um par decente de calças (assunto para outro post), seja quando caio de paraquedas em alguma rodinha de conversa ou baladinha moderna, ao assistir MTV ou quando vejo isso
:
Ok, sei o que está pensando: a animação em si não é a melhor coisa do mundo quando se pensa em Walt Disney e seus trunfos (mas continua divertida e agrada bastante minha pessoa);  a Srta. violino é tão pegavel quanto a Olivia Palito; o enredo é previsível e plagio descarado de Romeo e Julieta.

Mas convenhamos tudo isto foi feito a mão, 24quadros de imagem para 1 seg. de movimento, em 1900 e guaraná de rolha! (adoro esta expressão, não sei por que... divago).Mas este não é o ponto da questão. Não sei se vocês perceberam então irei dar alguns outros exemplos do que me motivou minimamente a escrever este post:




Além do traço e  da qualidade da animação perceberam algo diferentes nestes programas infantis que não vemos nos atuais?- e por atuais coloco aí uns 14 anos... no minimo.
Isso mesmo a qualidade musical da coisa! Não sei quanto a vocês mas ultimamente o gosto musical alheio, principalmente da molecada com seus a lá 10-17 anos, tem me dado uma certa "canseira".

Fatores como diferença de idade, cultura, religião, preferencia sexual (EMOs e Coloridos nesse caso) e N outras coisas são responsáveis por essa diferença, obvio. Mas o que me espanta não é o fato de gostarem de "música ruim", mas sim não saberem definir ou conhecer outros tipos!

Não sei sei se isto se deu na maioria, mas desde novo meu circulo social próximo e  nem tão proximo assim (primos, colegas de escola, natação, criança desconhecida que conversaria  em alguma festa de aniversario ou parquinho, etc) sabia cantar as músicas do S.P.C, Mamonas Assassinas, É o Tchan, Leandro e Leonardo , etc.da mesma forma que cantarolar um pedacinho da sinfonia de Bethoven.

Vejo que de certa forma sem percebermos fomos desde muito novos bombardeados através de "lixo televisivo", como diriam nossos pais, por musica erudita e/ou de altíssima qualidade. Sem percebermos tivemos acesso a um bem cultural que não era de tão fácil acesso, e de certa forma até hoje ainda não é, seja por preconceito ou desconhecimento mesmo.
Revendo alguns programas infantis atuais, não consigo parar de pensar que realmente não tem como nos surpreendermos pelo péssimo gosto musical da molecada de 12, 15 anos.

Antes de começar o mimimi nos comentários, quero deixar bem claro e reforçar que percebo que são vários os elementos que contribuem para formar o quadro atual, em que funks são a 9ª maravilha do mundo, perdendo apenas para os pop-rock-axé-nejos universitários e a invenção da pranchinha de cabelo.

Mas queria levantar a necessidade de um olhar mais atento para as possibilidades de que através de formas de entretenimento e lazer "fúteis" é minimamente possível disponibilizar, desde a infância, o acesso  a bens culturais riquissimos que são cada vez menos difundidos capazes de criar seres minimamente criticos e pensantes. Tendo em mente que senão for desta forma com certeza provavelmente uma parcela significativa da população nunca teria/ teve/ tem/ terá acesso aos mesmos.
Como já dizia o poeta:

 "Tudo o que eles falam sobre o jovem não é sério, o jovem no Brasil nunca e levado a sério, isso aewww Cha-Cha-Charlie Borwn!"

#Haters Gonna Hate; #Nem gosto de Charlie Brow #Adoro Criar Tag s#Me Senti no Capinaremos Agora.

Um comentário:

. disse...

Aeeeeee!! vc voltou!!! demorou demais, hein?! e eu que lembro de todos esses episodios dos desenhos??